sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

[RESENHA] - The Walking Dead: A Ascensão do Governador


INFORMAÇÕES:
Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501097156
Ano: 2012
Páginas: 361

Literatura estrangeira.


Skoob: [LINK AQUI]
Saraiva:[LINK AQUI]
Submarino: [LINK AQUI]






Sinopse:
No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV. 

***




Olá a todos!!!

I’m Back!! E pra desespero de vocês, agora pra ficar... Brincadeira sobre o desespero (espero), mas estamos aqui com a primeira resenha de 2013!

O livro foi o presente de Amigo Secreto da virada do ano, o que sinceramente me surpreendeu. Apesar de ele estar na minha lista de pedidos era um dos últimos que eu esperava ganhar, o que o tornou uma surpresa agradável. Como eu ainda não conhecia praticamente nada da história me empolguei em começar minha meta de leitura pra esse ano com ele.

The Walking Dead é originalmente um HQ americano, lançado em 2003 e que conta a história de um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo atingido por um apocalipse zumbi. Mais recentemente, em 2010, foi adaptada para série de TV e vem arrecadando cada vez mais fãs.

No universo de The Walking Dead, não existe vilão maior do que o “Governador” que comanda a cidade de Woodybury. Ele tem um senso de justiça doentio e distorcido e força prisioneiros a lutarem com zumbis em uma arena. E a trama do livro é justamente como Philip Blake se tornou esse Governador.

Ao começar a ler a narrativa me envolveu de tal forma que o grupo de cinco sobreviventes no meio do Apocalipse Zumbi se transformou em seis, pois me vi ser transportada para o meio do caos junto com eles. As cenas são descritas com tantos detalhes, mas de forma objetiva, sem ser maçante, deixou a imaginação livre pra desenhar as situações em que eles se encontravam.

O livro é dividido em três partes, que apesar de ser continuação direta tem níveis de tensão diferentes. Na primeira parte, chamada “Os Homens Ocos”, somos apresentados ao estado de caos que toma os Estados Unidos, e nesse meio, conhecemos esse grupo sobrevivente que corta as cidades indo atrás de um grupo de refugiados que boatos dizem se encontrar em Atlanta.

O ponto alto dessa parte é ver as pequenas transformações que acontecem com cada integrante desse grupo e o motivo que os uniu. Philip e Brian são irmãos com uma relação conturbada, mas unidos pelo instinto de sobrevivência e por um laço de sangue inegável. Philip está nessa jornada com seus dois melhores amigos e a filha pequena, que é seu motivo de travar todas as lutas naquela guerra.

Todos os quatro seguem a Philip como líder, aumentando a carga de responsabilidade sobre os ombros dele, o que faz com que a cada pagina ele se torne alguém mais amargurado e distante. Penny, sua filha de quase oito anos, enfrenta essa realidade assustadora, depois do trauma de ter perdido a mãe em um acidente de carro há quatro anos, é uma criança tendo que lidar com os horrores de uma guerra sangrenta, tendo sua infância e inocência sendo roubada ao ver mortes horrendas uma apos a outra.

Brian é um homem sensível, preso às regras e à moral. Também sofre muito por não conseguir ser mais frio e travar as próprias lutas, sempre estando sob as asas de seu irmão mais novo. Ao mesmo tempo em que esse grupo fica mais unido na tentativa de sobreviver a esse pesadelo, fica mais distante, com seus fantasmas interiores reinando.

Na segunda parte do livro, chamada “Atlanta”, vemos o grupo chegar ao primeiro objetivo de sua jornada em busca de ajuda e acompanhamos tudo o que acontece com eles enquanto se instalam e tentam levar uma vida o mais próxima do normal o quanto é possível em meio a um Apocalipse Zumbi.

Essa é uma parte mais dedicada ao Philip, onde vemos a extensão de estrago em sua alma, o amor pela filha, o desejo de que tudo acabe bem. Uma coisa que realmente me irrita é o Brian, sempre preso à ética em um lugar onde isso só leva à morte. É de exasperar, mas ao mesmo tempo de fazer pensar, afinal, será que no lugar dele seriamos tão desprendidos quanto o Philip?

Há menos cenas de ação nessa parte, já que eles estão refugiados em um prédio, desafiando seus instintos de sobrevivência enquanto lutam com a falta de provisão e comodidade. Mas, até o final, é possível ver a força interior que cada personagem tem ao se agarrar à esperança e à vontade de viver.

Na terceira parte do livro, chamada mais do que acertadamente de “Teoria do Caos”, temos o rumo da historia definida. O grupo que iniciou toda essa jornada há muito se modificou. Cada situação trazendo-os ainda mais para o meio de todo o caos. Agora o terror não vem só da parte dos zumbis, mas toda a privação, o sofrimento, a angustia, a loucura formam o cenário de um grande trailer de tortura psicológica em alta escala, onde apenas sobreviver não é o alvo, mas se manter humano, pois com tudo o que acontece com os protagonistas eles podem se considerar zumbis "vivos".

O ultimo capitulo tem uma reviravolta grande no contexto da situação, mas não tão imprevisível, mesmo pra quem nunca acompanhou o HQ ou a série de TV, como eu. Mas, tece a brecha perfeita para a continuação.

The Walking Dead é um bom livro pra quem quer fugir de romances, com sua fantasia macabra. A leitura é bem fluida e envolvente, instigando a curiosidade de saber se esse grupo atingirá seu objetivo de permanecer vivo.



Critérios de Avaliação


a) Arte da Capa:


A capa é linda, trabalha com tons escuros que desde o primeiro contato com o leitor já remete ao caos e à escuridão da história.

b) Trama:

A trama é bem desenvolvida, tendo ótimos cortes que produzem um suspense ainda maior e instigante. E como foi escrito pelo próprio criador do HQ em uma parceria com uma famosa escritora de terror, ainda há a fidelidade com a história conhecida pelos fãs.

c) Caracterização das Personagens:

Os personagens são marcantes e tem suas emoções bem exploradas. Conforme a história vai sendo narrada e trazendo à tona mais aspectos sobre cada um vai surgindo uma espécie de carinho por eles e, no final me peguei torcendo pra um final feliz.

d) Qualidade do Livro (papel, letra, erros, etc.):

A qualidade do livro deixou a desejar. Apesar da capa não ser nem dura nem mole demais e o papel ser liso e de cor creme, o que deixa uma leitura mais confortável aos olhos e às mãos, há erros muitos frequentes, como por exemplo em diálogos, onde o travessão inicial sempre é omitido. E até mesmo a impressão, algumas palavras estão tão falhadas que você mais lê por dedução do que por realmente enxergar. Isso seria algo a ser revisado mais atentamente pela editora, são coisas simples, mas que tiram muito da magia da leitura.

e) Comparação com outras obras do gênero:

É uma típica ficção de terror americana, mas o destaque dessa obra é poder ver o lado humano, os sentimentos e a historias de cada um dos envolvidos no Apocalipse Zumbi.

Nota: 4,0



Licença Creative Commons
O trabalho Resenha - The Walking Dead de Erica Guimarães foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://edensaga.blogspot.com.br.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens populares