A alma da vida levada pelo vento da manhã,
Caminha sem rumo a seguir.
Caminha pela estrada das folhas mortas.
O céu se escondeu da presença dos homens mortais,
Homens fadados ao descanso eterno;
E os animais do mar fugiram
Para as profundezas do oceano.
Agora no horizonte as trevas conquistam seu lugar,
Trazendo aquele velho torpor consigo;
Deixando seus corações tristes s e cansados.
A marcha dos pensamentos vazios começou,
Tomando seu lugar no coração da nova geração
E trazendo esquecimento aos eruditos.
Ao qual o sol se orgulhava
E o céu ajoelhava diante deles,
E também as cores do crepúsculo
Misturavam-se num enlace ascendente.
O tempo das horas vazias chegou
E assim abriu caminho a linguagem muda;
Onde os ponteiros do grande relógio não giram mais
Nem aquele grande pêndulo faz soar
Seu tilintar incessante, ou assim deveria ser.
A estrada das folhas mortas se fechou!
E as raízes das árvores tornaram-se rabugentas;
Como um zambujeiro bravo.
As palavras não possuem mais poder.
A magia das histórias acabou.
Onde havia abundante luz agora existem
Apenas pequenos lampejos de focos de algo
Que é desconhecido e incompreendido.
E que em minúsculos átimos de segundo,
Iluminam a mente de alguns privilegiados
Com a sabedoria que se
Reflete por um espelho embaçado.
Neste mundo louco
Neste mundo pobre,
Neste mundo sem palavras,
Onde existem apenas frases mudas.
Gestos inacabados sem fim.
Neste mundo louco! Mundo louco!
Lançamentos Bienal do Rio 2015
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