quinta-feira, 11 de abril de 2013

[LANÇAMENTOS] - Globo Livros - Abril



HISTÓRIAS DE PARIS

É de se esperar que neste espaço se fale do livro. Pois vou falar é do autor, um homem modesto, de sorriso suave e olhar melancólico, como corresponde a um uruguaio de estirpe. Um homem cálido e bondoso, tímido e cordial. E que soube defender suas ideias com uma paixão que contradizia a
amabilidade no trato com as coisas da vida e as pessoas do mundo. Um homem chamado Mario Benedetti. Quando cometeu sua única grande maldade – nos deixar para sempre – Mario estava com 88 anos. Tinha vivido de tudo, da infância de privações à militância que lhe custou um prolongado exílio. E havia escrito sem parar. Foram mais de 80 livros, ao longo de 63 anos. Escreveu bons romances, contos formidáveis, ensaios, crítica literária, obras de teatro. E poesia. Foi e é um dos poetas mais lidos do idioma espanhol. Teve, entre seus muitos méritos de escritor, o de ter sido amado pelos jovens. Suas palavras foram roubadas por um sem fim de apaixonados, e ajudaram, gerações afora, a convencer amores esquivos. Os amigos se despediram dele com leves pinceladas que, unidas, compõem seu retrato mais certeiro. “Que será de nós sem sua bondade inexplicável?”, perguntou Eduardo Galeano. “Mario foi, acima de tudo, um homem bom”, confirmou outro poeta gigantesco, o argentino Juan Gelman. “Mario ocupava um lugar muito maior do que ele mesmo achava”, afirmou o português José Saramago. Esse foi o Mario que conheci num dia de inverno de 1973, em Buenos Aires, onde eu morava e ele chegou exilado. Esse foi o escritor que se mostrou em tudo que escreveu. Os contos deste livro são Mario em estado puro. Ler cada um é estar diante dele, escutar sua voz mansa e pausada, confirmar uma capacidade de ternura pelo ser humano que poucas vezes vi igual – e que hoje é artigo cada vez mais raro nesse mundo ressecado. Esse mundo no qual Mario faz tanta falta. Ler esses contos é como conversar com ele, ouvir Mário desfiando seu rosário de histórias num fim de tarde sereno de Montevidéu ou da vida.




INFORMAÇÕES:
Edição: 1
Editora: Biblioteca Azul
ISBN: 9788525053732
Ano: 2013
Páginas: 64
Tradutor: Ari Roitmann, Paulina Watch


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CASA GRANDE E SEUS DEMÔNIOS
Em biografia ilustrada, ex-jogador Casagrande faz revelações inéditas: da dependência de drogas à
recuperação, do doping à Democracia Corintiana. "Demônios à solta" não são mera figura de linguagem. Eles aparecem logo no título do primeiro capítulo do livro Casagrande e Seus Demônios, tratando daqueles fantasmas que rondam a vida de uma pessoa em desequilíbrio físico e emocional. Os "demônios" ilustram bem a reviravolta na vida de Walter Casagrande Júnior, que foi de ídolo do esporte a viciado em cocaína e heroína. Casão, ex-jogador do Corinthians, querido da torcida, integrante da Democracia Corintiana junto com Sócrates, e comentarista da TV Globo, expõe sem firulas ao jornalista Gilvan Ribeiro, coautor do livro, todo o seu declínio e restabelecimento. Ricamente ilustrado, com um caderno recheado de fotos, a publicação tem prefácio de Marcelo Rubens Paiva, amigo de sempre, que endossa a hipótese de que tantas coisas boas, e outras tantas ruins, que permearam a vida do ex-jogador dariam um bom roteiro para um livro. "Casão faz questão de contar o inferno que viveu quando era viciado em drogas e sua internação, pois para ele é fundamental passar adiante a experiência, dividir as dores da dependência e alertar para os perigos de um vício frenético, sem preconceitos, desvios ou mentiras. A verdade ajuda a sanidade". Na publicação, Casagrande faz revelações inéditas como, por exemplo, o doping que sofreu quando jogava na Europa. Mas foi na Europa que, em quatro situações, Casagrande foi obrigado a se dopar pelo clube em que jogava. Tomou uma injeção de Pervitin no músculo. "Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia em nenhuma bola. Cansaço? Esquece... Se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas", conta. No entanto, o jogador era radicalmente contra o doping e se negou a continuar fazendo uso da droga. Foram oito anos na Europa, até ele voltar a atuar no Brasil. Mas Casagrande e Seus Demônios, como a carreira do próprio jogador, vai bem além das drogas. Fã de rock - especialmente de Janes Joplin e AC/DC -, é amigo de roqueiros nacionais, como Rita Lee, a quem dedicou o "Gol Rita Lee", no segundo jogo do Corinthians pelo Campeonato Paulista de 1982, contra o São Paulo. "O Casagrande foi o jogador e é o comentarista mais rock 'n' roll da história do futebol brasileiro", diz o publicitário Washington Olivetto na quarta capa do livro. Ao comentar que o lado roqueiro fez com que muitos jovens se identificassem com o atacante corintiano, Olivetto diz que Casagrande "é o precursor de um personagem que começou a se materializar fortemente na Europa a partir do Ronaldo Fenômeno. É o que eu chamo de futpopbolista, cruzamento de jogador de bola com ídolo do pop". Casagrande via seu cotidiano sempre em evidência, não só por ser um ídolo no clube e na seleção brasileira, e por sua atuação política. Na época da ditadura militar, mantinha longos cabelos despenteados, usava jeans puídos e camisetas com slogans políticos. Desde menino, Casão fixava sua atenção nos rumos dados pelo governo, era contra a prisão arbitrária de oposicionistas ao regime, filiou-se ao PT quando o partido ainda era uma legenda nova - e é lulista convicto até hoje. Foi, então, com naturalidade que fez parte da Democracia Corintiana - termo batizado por Olivetto


INFORMAÇÕES:
Edição: 1
Editora: Globo
ISBN: 9788525053800
Ano: 2013
Páginas: 248

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