sexta-feira, 10 de maio de 2013

[RESENHA]: Elantris

Bom dia, boa tarde, boa noite, meu povo!!
Vamos pra mais uma resenha hoje?

Comprei Elantris no finalzinho do ano passado, toda ansiosa para ler o bendito. Mas, por um manejo do destino, só consegui lê-lo agora... Em compensação devorei-o rapidamente! É o tipo de livro que você vai virando as páginas na ânsia de saber o que vai ser das personagens. Tem conspirações políticas, diálogos inteligentes, magia, religião e muito mais... Curiosos? Vamos lá!


Informações:
Edição: 1
Editora: Leya
ISBN: 9788580445046
Ano: 2012
Páginas: 576
Skoob: [LINK AQUI]


Sinopse: Elantris era a capital de Arelo: colossal, linda, literalmente radiante e repleta de seres benevolentes que usavam suas poderosas habilidades mágicas em benefício de todos. Há dez anos, no entanto, a capital de Arelon caiu em desgraça. Uma maldição misteriosa devastou Elantris e os corpos de seus habitantes, que agora vivem a decrepitude em intensa dor. Os elantrinos tornaram-se criaturas sem poder, enrugadas e parecidas com leprosos. E a própria Elantris ficou sombria e imunda. 


Logo de cara já digo pra vocês: adorei ler esse livro! Ele é muito, muito bom! Mas e daí, né? O que significa exatamente ser "bom"? Vos explico já já. A estória é narrada a partir de três pontos de vista diferentes: Raoden, Sarene e Hrathen. Uma narrativa feita desse modo é perigosa no sentido de que o autor, caso não esteja atento, corre o risco de tornar os personagens parecidos uns com os outros. E mais, pode cometer erros de coerência em relação ao que cada personagem tem conhecimento acerca dos fatos, a partir de seu ponto de vista.

Olha aí a simpatia do autor
Não é o que acontece com Brandon Sanderson. Ao menos eu não cheguei a notar nada parecido. Ele é coerente com a construção de cada personagem, é possível sentir e diferenciar a personalidade de cada um.  É possível apalpar as crenças, os desejos e vontades que os movem. Por exemplo, nessa estória estão presentes, basicamente, duas religiões que se contrapõe uma a outra. E cada personagem pertence a uma diferente, assim, a medida que se mudam os pontos de vista entramos em contato com a fé de cada um, percebemos como são diferentes... Um outro exemplo, as vezes Sarene sabe algo que Raoden não tem conhecimento e, aí, quando lemos do ponto de vista dele, percebemos que ele realmente não sabe... aí ficamos tentando conversar com ele, dizendo: "Nããão, Raoden, está acontecendo isso, isso e isso... não faça isso...".

No mundo de Elantris há muitos elementos interessantes, como os seons. São esferas luminosas dotadas de vida e inteligência que acompanham alguns seres humanos. Não se sabe a origem deles, somente que eles são passados de geração em geração. E quando os donos dessas esferas são tomados pela maldição (denominada de Shaod), esses seons ficam loucos e vagam sem rumo por aí. Nessa estória, conhecemos mais de perto o Ashen, ele é sério e, ao mesmo tempo, bem engraçado; dei umas boas risadas com ele.

O autor criou um mundo novo, com costumes diferentes, mas que não estão tão longe assim da realidade. Há alguns termos cujo significado a gente não entende no começo. Ele não explica exatamente o que significa cada um (por exemplo: arteth, gyorn, sule, etc) e o mais legal é que isso não é necessário, porque a gente vai entendendo a medida que a narrativa se desenrola. Enfim, o mundo vai se explicando por si só e o leitor vai sendo levado sem perceber.

Rolam muitas intrigas políticas. Existem enfrentamentos entre vários personagens para decidir o destino da cidade de Arelon, que é governada por um rei cujo governo não é lá muito satisfatório para as classes mais baixas. No meio disso está Sarene, princesa vinda de outro reino, que iria se casar com Raoden. Dotada de personalidade forte e inteligência aguçada, ela vai se imbricando nas disputas políticas de Arelon a fim de garantir a sua segurança e a da cidade de onde nasceu. 

Já Raoden está envolto nas sombras de Elantris, tentando encontrar um meio de reerguer os cidadãos dessa cidade abandonada. Carismático, inteligente e sensato... a gente vai percebendo porque era tão amado pelo povo de Arelon. Em Elantris, vamos conhecendo mais das implicações do que significa ser arrebatado pela Shaod, umas delas é que se você machuca alguma parte do corpo, a dor que isso provoca fica te incomodando pra sempre. Em outras palavras, sabe aquela topadinha que você dá de vez em quando na cadeira e que dói horrores na hora? Então, se você for um elantrino, a topadinha dura por todo o sempre. 

Hrathen é um personagem que me impressionou muito! Entramos em contato com muitas camadas da sua personalidade, é um tipo que vai revelando uma faceta diferente a cada capítulo. Ele é incrível, muito bem construído. Não vou me deter muito nele, fica por conta de vocês lerem o livro e descobrir os motivos. Há uma série de outros personagens que são secundários, mas que não deixam de fazer sua parte e conquistar o leitor também. São bem trabalhadas e têm um motivo para aparecerem, acreditem.

Ah! Além disso tudo, há magia também, denominada de Aon-dôr, utilizada pelos elantrinos antes de serem tomados pela Shaod. Consiste em desenhar no ar uma série de traçados  para formar um símbolo; cada símbolo invoca um determinado tipo de poder. Gostei muito, muito dessa idéia! Me peguei várias vezes brincando de desenhá-los... e devo admitir que eu não seria muito boa nisso rs

Aon "Tia", que significa "transporte"
É isso, povo. Espero que tenham gostado... se tiverem oportunidade e interesse, leiam Elantris porque é muito bom! Vale a pena.
Um beijo no nariz e nos vemos na próxima.




Critérios de Avaliação

a) Arte da Capa: Linda! Me atraiu bastante quando vi o livro na estante. Foi muito bem feita e revela um tanto do rumo que a estória vai seguir, apesar de que só entenderemos o motivo quando chegarmos ao fim da narrativa. Nota dez pra capa!

b) Trama: Muito bem construída e apresentada. Mesmo não entendendo algumas coisas de início, senti que a trama ia se explicar sozinha. O autor também sabe deixar a gente curioso, revelando informações em doses homeopáticas, especialmente no que se refere ao o motivo de Elantris ter sido amaldiçoada.

c) Caracterização de Personagens: Como disse no começo, o autor tinha muito com o que se preocupar com esses pontos de vista diferentes, mas conduziu e caracterizou solidamente os atos e as personalidade das personagens. 

d) Qualidade do Livro (papel, letra, erros, etc): O papel é meio poroso e um tanto grosso. É gostoso de folhear e a tipografia também é confortável. Acho que como todo livro que é composto por esse tipo de folha, provavelmente irá amarelar com o tempo, mas não tem muito o que fazer...

e) Comparação com outras obras do gênero: O enredo é criativo e gostei bastante de lê-lo. Não pude deixar de comparar um pouco com Guerra dos Tronos, que também trata de intrigas políticas, briga pelo poder de um trono, etc. Acho que Elantris não é tão bem elaborada nesses quesitos que citei com Guerra dos Tronos, mas também não fica muito atrás. 


Nota: 5

Licença Creative Commons
[RESENHA]: Elantris de Carolina Feng é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.
Baseado no trabalho em http://edensaga.blogspot.com.br/.

Um comentário:

  1. Eu disse que o final era surpreendente, não? Rs
    Com certeza um dos meus favoritos!

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