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terça-feira, 7 de junho de 2011
SELVA DE PEDRA
O tempo das horas da vida,
A vida sem tempo de horas.
As horas que são preechidas pelo som das turbas,
Milhares delas que desfilam aqui e acolá;
Ante e em meio a selva de pedra.
A selva de pedra do sentido da vida,
Pelo menos, para quase todo mundo.
Uma pedra que respiramos.
Uma selva em que moramos.
Assim é a cidade grande.
E na selva de tudo há:
Há leões que reinam, e devoram cidadãos;
Há macacos que roubam bananas das "árvores" ao lado;
Há flores que ataviam e perfumam a terra;
E há espinhos que desperfumam os rios.
Há pássaros gigantes, que sobrevoam casas de João-de-barro;
e há minhocas de trilhos que atrapalham a vida de muitos esquilos.
E em tudo; a vida é mantida.
Cada macaco no seu galho,
Cada um em seu canto, mas ao mesmo tempo tudo junto e misturado;
Na selva de pedra,
Na selva de pedra humana,
Onde vive um bicho chamado homem.
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