Lançamentos Bienal do Rio 2015

Lançamentos Bienal do Rio 2015

domingo, 29 de maio de 2011

PEREGRINO de Marcos Monjardim

Pessoal... tem lançamento no ar. Concedo-lhes a honra de conhecer Peregrino, um livro de Marcos Monjardim. Peregrino é minha proxima leitura e estou ansioso para que o livro chegue logo em casa. O lançamento é pela Multifoco e tem tudo para superar o esperado e atingir o fantástico. Leiam Peregrino!

Livro


"Estava frio. Havia deixado a janela de sua cabana mal fechada e o vento a abrira. No altar, imponente, a estátua do falcão peregrino encontrava-se sozinha. As urnas, as pesadas caixas, encontravam-se no chão. Estavam abertas e as cinzas misturavam-se. O vento ainda soprava. Um pequeno redemoinho se formou, carregando parte das cinzas. O vento as levava. Thiers sorriu e olhou novamente para o pequeno altar. O peregrino havia levado suas orações e trazia sua resposta. Não havia mais motivos para continuar na aldeia e era hora de partir".

Um sonho premonitório com casas suspensas em árvores; dois jovens de uma terra gelada se envolvem em uma contenda para decidir as ações de defesa de seu clã. Traição, intriga, amizade, romance, ódio e morte se alastrariam além das terras da Huega. Narnys, brantianos e baharans: vários povos envolvidos, e o peregrino como testemunha. O destino do clã mudaria a vida de todos arrastados nessa rivalidade e as conseqüências de seus atos poderiam mudar todo o mundo conhecido.

domingo, 22 de maio de 2011

ENSEJO

Este foi um texto de escrevi para uma amiga muito importante. agora compartilho com vocês.
Para Deane com carinho



Há um doce brilho que ressoa pelo vazio todo o sentimento!
A criação da mente já se faz ausente dando lugar ao ontem.
Quando em meio a distância se entrelaça no desejo...
Um desejo almiscar e mirroso que acalenta a alma num átimo de segundo.
As folhas que caíram forraram o chão para você passar,
E quem sabe abrirá passagem até chegares a mim...
Busquei no sol e nas estrelas o caminho até você mas não o encontrei..
Mas sei que as águas do futuro se abrirão, revelando o oculto ...
E quem sabe até lá, quando da vinha brotar seu vinho
Ainda me conheças tão bem quanto hoje..
Pois és parte de mim ..doce inoscência!!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

AQUÁRIA

Feche seus olhos e escute a voz das águas.
Aqui em aquária onde as ondas sentem.
Vamos fale com elas!
Deixe os seres marinos te ajudarem.

No reino aquático as leis são outras.
Não importa essa coisa sem sentido
Que os humanos vivem,
Apenas a imensidão dos oceanos
E o doce toque da maré é o que realmente se releva.

Aquária! Solte sua fúria
Assim como fez com Atlantis.
A superfície merece seu castigo
Aquária! Cante em grande voz
Nos mares do sul onde os corais já nasceram
Seus súditos levantem seu tritão.

Desde seu despertar as águas se alegraram
Nos palácios de Khallium onde a correnteza nos leva;
Poderia você ser uma sereia?
Onde a magia pudesse ter algum efeito!

Aqui a escuridão do mundo não nos atinge
Porque aqui é Aquária
A cidade dos mil encantos
Temos nossa própria beleza
Que o mundo de vocês não pode alcançar.


Aquária! Solte sua fúria
Assim como fez com Atlantis.
A superfície merece seu castigo
Aquária! Cante em grande voz
Nos mares do sul onde as flores já nasceram
Seus súditos levantem seu tritão.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ALGUM LUGAR

Chegamos ao limiar da vida
A esperança do mundo
E a nossa frente o abismo se abre feroz
Decorrente de nossas falhas.

Vidas incompletas, projetos inacabados!
Esse é o mundo em que você vive.
Onde tudo é formado pelo doce esquecimento.

Prédios abandonados, casas destruídas;
As ruas já não levam a lugar nenhum.
Porque na verdade não há para aonde ir
Estamos no fim do mundo.

As ondas dessa tempestade
Invadem nossas almas.
Veja a multidão que vive neste mundo
O gado cego sem rumo a seguir.

Vidas incompletas, projetos inacabados!
Esse é o mundo em que você vive.
Onde tudo é formado pelo doce esquecimento.

O primeiro céu já se passou
Agora podemos voar
Pois não há nada que nos prende ao chão
Porque os laços foram quebrados
Estamos no fim do mundo!

Sinta essa fina sinfonia
Eu a criei especialmente pra você
Para que seu coração seja confortado
À luz da lua que ainda sobrevive lá em cima
Em busca de algo. Em busca de amor.

Vidas incompletas, projetos inacabados!
Esse é o mundo em que você vive.
Onde tudo é formado pelo doce esquecimento.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO



As nuvens dos meus desejos insanos
Foram soltas quando a porta do meu coração
Abriu-se novamente.
O vento que soprou ávido no ar
Trouxe seu perfume em sua essência;
Esse cheiro que me enlouquece e me faz estremecer.

As portas estão abertas
O caminho vai logo a frente;
E meus braços estão prontos pra te abraçar.
Os sinos da alma não param de tilintar
Desde que seus doces lábios tocaram os meus
De uma forma tão gentil;
Levando-me no sonho das emoções
Um sonho... Lindo sonho
Um belo sonho de uma noite de verão.

Você sente o roçar das ondas em seus pés
Você sente o afagar da brisa em seu rosto.
Eu sinto todo o meu amor por você. Eu sinto você.
Porque você é a brisa que acalenta minh’alma
Você é a água onde me refugio dos meus medos mais sombrios
Você é tudo o que eu sempre quis.

sábado, 26 de março de 2011

RÉQUIEN

Esse é um texto que eu tinha criado há bastante tempo depois do atentado as torres gêmeas. Depois coloquei melodia a ele e o transformei em música. Posto ela agora compartilhando com vocês!!!

RÉQUIEN
Quando os puros pingos de chuva começaram a cair
A tristeza tomou meu coração;
Pois sabia que a hora da verdade havia chegado.
Porque nossos corações temem o desconhecido?

As lápides dos mortos já estão prontas
O velo começou nesta manhã
E ele se estende pelo horizonte enorme.
Agora é hora de pararmos de acusar
Mesmo que os motivos deles não justifiquem
Nossas perdas são muito maiores do que qualquer álibi.

Nessa terra onde o gado trabalha,
As cores do céu perdeu seu brilho.
Onde estás tu oh lua perfeita?
E porque se escondes ante a presença dos homens?

A água que jorrava da velha fonte secou,
Pelos seus desejos pervertidos...
Em seus rituais negros de morte.
Vamos gado acordem para a realidade!

Faces mentirosas anunciam as mortes
Com seus sorrisos estampados no rosto;
Verdades corrompidas, anelar aos fatos.
Seus desejos se concretizam na escuridão
Onde o mundo não pode ver.

Falam de amor e de paz
Mas do que isso na verdade adianta?
Se quando disserem paz e prosperidade,
Virá completa destruição...

Acorde oh gado e siga o rastro da lua!
Acorde oh mundo e viva tudo aquilo que ainda podem viver!
Oh! Vento que trazes bons frutos,
Sopre nesta hora seus ares sobre o mundo,
E mude o curso da vida antes do fim!

terça-feira, 22 de março de 2011

Concurso Cultural "Os Herdeiros dos Titãs"

Visitando alguns blogs encontrei com um concurso e achei interessante:

Os blogs de divulgação A Fábula Inacabada (Alec Silva) e Os Herdeiros dos Titãs (Eric Musashi), em parceria com os blogs A Fantasista (Celly Monteiro) e Alec Silva & Outros Escritores, apresentam o Concurso Cultural Os Herdeiros dos Titãs.

Para participar e para maiores informações entre em um dos blogs ou acesse:
http://afantasista.blogspot.com/2010/09/mes-de-desafio-literario.html

sábado, 19 de março de 2011

Esse é um texto que foi escrito há oito anos para um concurso literário da escola onde eu estudava. O concurso se chamava: Viagem Nestlé pela literatura.
Eu o escrevi junto com minha "irmã" Regiane Bozzo Rancon. E aqui eu o compartilho com vocês.


É cansativo viver em um mundo crítico onde tudo é questionado e nada é resolvido. É como tecer e entristecer, tal qual a moça tecelã.
Tudo o que somos hoje é o resultado da nossa formação, das escolas que estudamos, dos livros que lemos, da ajuda que ofertamos e da crença que praticamos. Macabéa, Macabéa! Porque você não acha que é muito gente?
Porque nunca ninguém te ensinou que ser gente não é hábito?
Toda essa “coisa” junta, nos torna o que somos hoje. E o que somos hoje? Será que somos Severinos iguais a tudo na vida, iguais a tudo na sina?
Nós humanos, gostamos de mudar as coisas. Simplificamos algumas, complicamos na maioria das vezes outras. Isso muitas vezes é a nossa maior fraqueza. Pode ser uma história natural ou apenas o poema da cobra: O inconformado conformista.
Damos desculpas “inconscientes” para não sermos melhores do que somos.
Não temos tempo!
Não temos dinheiro!
Nossa vida é uma sequência de circuitos fechados.
Já se perguntou qual a importância da sua vida? Não se deixe chegar ao ponto de ter uma mosca como companhia.
Dizem que o inferno é aqui. Para muitos é mesmo. A falta de comida, a infelicidade, o frio e o lar em que meninos de ruas se vêem privados. Ai você se pergunta: Qual a conexão disso tudo comigo?
Em tudo nos fazemos solitários, e esquecemos o que somos e a que viemos.
Somos famintos.
Temos fome de alimentos!
Temos fome de amor!
Temos fome de união!
Temos fome de solidariedade!
Nosso alimento se faz de nossas próprias forças, e assim adquirimos resistência para continuarmos vivos, buscando quem nos seja solidário e se doe a vida.
Mas já não temos tempo nem palavras que façam melhor do que nós mesmos alguma diferença, e enquanto não chegamos à perfeição, buscamos “o papel que pode aceitar qualquer mundo”.

REINO DAS PALAVRAS VAZIAS

A alma da vida levada pelo vento da manhã,
Caminha sem rumo a seguir.
Caminha pela estrada das folhas mortas.

O céu se escondeu da presença dos homens mortais,
Homens fadados ao descanso eterno;
E os animais do mar fugiram
Para as profundezas do oceano.
Agora no horizonte as trevas conquistam seu lugar,
Trazendo aquele velho torpor consigo;
Deixando seus corações tristes s e cansados.

A marcha dos pensamentos vazios começou,
Tomando seu lugar no coração da nova geração
E trazendo esquecimento aos eruditos.
Ao qual o sol se orgulhava
E o céu ajoelhava diante deles,
E também as cores do crepúsculo
Misturavam-se num enlace ascendente.

O tempo das horas vazias chegou
E assim abriu caminho a linguagem muda;
Onde os ponteiros do grande relógio não giram mais
Nem aquele grande pêndulo faz soar
Seu tilintar incessante, ou assim deveria ser.

A estrada das folhas mortas se fechou!
E as raízes das árvores tornaram-se rabugentas;
Como um zambujeiro bravo.

As palavras não possuem mais poder.
A magia das histórias acabou.
Onde havia abundante luz agora existem
Apenas pequenos lampejos de focos de algo
Que é desconhecido e incompreendido.

E que em minúsculos átimos de segundo,
Iluminam a mente de alguns privilegiados
Com a sabedoria que se
Reflete por um espelho embaçado.
Neste mundo louco
Neste mundo pobre,
Neste mundo sem palavras,
Onde existem apenas frases mudas.
Gestos inacabados sem fim.

Neste mundo louco! Mundo louco!

Postagens populares